
sábado, 6 de fevereiro de 2010
De doer o Coração

domingo, 17 de janeiro de 2010
2010 ano Internacional da Biodiversidade

Em 20 de dezembro de 2006, a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade (resolução 61/203). O objetivo é chamar maior atenção internacional para a perda contínua da biodiversidade no planeta.
A ONU quer aumentar a conscientização da importância da biodiversidade por meio de ações promocionais a níveis local, regional e internacional.
Fontes:
www.brasilia.unesco.org
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Darwinismo Social

sábado, 9 de janeiro de 2010
Chuvas, enchentes e descaso com a Natureza

A temporada de chuvas ainda nem terminou mas o saldo de destruição e mortes é alto. A tragédia foi, é, e para sempre será anunciada. Não é de hoje que alarmes são soados, avisando sobre o alto preço que estamos pagando por estarmos destruindo nosso planeta, criando armadilhas para nós mesmos.
É muito triste ler nos jornais, nas revistas ou ver na televisão noticias sobre essas tragédias que assolam nosso país. Mas então, a culpa é de quem? Da chuva? Não totalmente. A chuva sempre existiu, é um ciclo natural. Acontece que modificamos esse ciclo, hoje em dia chove muito em pouco tempo, não existe tempo para assimilação natural das águas pelo impermeabilizado solo ou pelos assoreados rios, uma parcela enorme da chuva não tem mais para onde ir senão o leito dos rios. As cidades, os pastos, as plantações, não seguram água. Serão cada vez mais frequentes inundações históricas por todo o país, a tendência é que os números da destruição cresçam cada vez mais, pois, a mentalidade do ser humano não mudou e dificilmente mudará. Pode ser que uma mudança esteja acontecendo, mas é muito lentamente, é quase imperceptível.
Estamos diante de uma situação grave. Muitas vezes pensamos que aquilo nunca acontecerá conosco, que estamos distantes do problema. Mas a natureza não tem limites, ela tentará o equilibrio, onde quer que necessite. Assim que a temporada de chuvas passar, o assunto será esquecido tão rapidamente quanto uma avalanche de escombros que desce por morros com bases comprometidas por construções. A vida voltará ao normal, exceto para aqueles que perderam casas, carros, vidas, histórias de vida, familias inteiras na tragédia, amigos, esperança. Infelizmente, nos próximos anos teremos a repetição de tragédias, a comoção nacional, a revolta e depois o esquecimento, até a próxima chuva.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Desequilíbrio Humano

Para o deprimido, decepcionado com a sociedade, dizia o Analista de Bagé: “Não te preocupa que eu dou uns telefonemas aí e mudo o mundo“. E quando o paciente reagia, “mas doutor, isso não é possível“, vinha a interpretação terapêutica: “Ainda bem que tu te dá conta, bagual !“. Os jovens americanos, mais otimistas, passaram uns emails e ajudaram a mudar o mundo mesmo, pois segundo os analistas políticos a internet foi decisiva na campanha de Obama. Sim, é verdade que ele teve apoio inclusive de grandes grupos econômicos na eleição, mas o apoio empresarial foi crescendo na proporção da sua popularidade pessoal – pois nem seria bom para a imagem dessas empresas, investir num cara impopular.
Agora que entrou na moda, finalmente, pensarmos no ambiente como resultado das ações humanas, podemos aproveitar esse entendimento para avaliar também a sociedade e várias formas de desequilíbrios humanos. Se estamos decepcionados com nossas instituições, o que podemos fazer pela “despoluição” dos sistemas de representação e delegação de poderes, para chegarmos a um “desenvolvimento sustentável” dos próprios seres humanos ?
Um outro modismo, mais questionável, é o de livros sobre “mentes perigosas”, como se os “psicopatas violentos” fossem fruto apenas de uma doença psíquica que não tem nada a ver conosco, ou com seus contextos de vida. Há mais de um século Freud já explicou o conceito de “introjeção”, pelo qual podemos compreender como relações humanas deturpadas podem ficar marcadas no nosso inconsciente de modo a formar personalidades perturbadas. Sim, existem psicopatas violentos e eles são perigosos, temos de aprender a identificar sinais de risco para nos protegermos. Mas quem sabe está na hora de nos preocuparmos em evitar que se formem novas gerações de seres humanos em condições de vida sub-humanas, introjetando as violências que sofrem no cotidiano das regiões dominadas pelo tráfico, por exemplo.
Se o desequilíbrio ambiental tem sido capaz de mobilizar os jovens para uma nova atitude diante da vida, ele pode ser um “catalisador” também de uma mudança mais ampla, na qual o desequilíbrio do ambiente humano seja incluído em nossa forma de perceber a vida e a sociedade. Porque a mente (psique) e o cérebro (orgânico) humanos, tanto quanto quaisquer sistemas ecológicos, também reagem a tudo o que ocorre à sua volta. Pelo menos é assim que entendem todas as pessoas e entidades (desde as várias abordagens psicoterapêuticas, até as de cunho espiritual) que tem obtido algum resultado na recuperação destas pessoas, que tem sido tratadas como “lixo” pela sociedade – mas mesmo que o fossem, porque suas vidas não poderiam ser “recicladas” ? Sabendo o quanto custa essa reciclagem, é mais racional investir em prevenção (com planejamento familiar, políticas sociais mais eficazes e planejamento urbano) dessa violência que já se volta contra nós, tanto quanto o desequilíbrio do clima.
Montserrat Martins, Psiquiatra.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
2010 o ano da esperança

"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...) (...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra." Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09 |

