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sábado, 14 de agosto de 2010

Com a Seca, vem as queimadas.


Os incêndios no Brasil aumentaram 85% entre 2009 e 2010, comparando o período entre 1º de janeiro e 12 de agosto, informa o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Em 2010, aconteceram neste período 25.999 focos de incêndio. Foram 14.019 em 2009.
Os Estados com mais queimadas foram Mato Grosso, com 6.693; Tocantins, com 4.210; Pará, com 2.526; e Bahia, com 2020. O Mato Grosso teve aumento neste ano de 91% nos incêndios.
Os dados são baseados no satélite de referência utilizado pelo instituto, o NOAA-15. Vários satélites estão à disposição do Inpe, mas este foi escolhido pelo órgão por critérios de precisão, estabilidade, sensor e possibilidade de continuidade.
O satélite americano também mede as ocorrências de incêndios em outros países sul-americanos.
Os campeões de queimadas depois do Brasil foram o Paraguai, com 3.592; a Bolívia, com 2.316; e a Argentina, com 1.216 focos de incêndio em 2010. Nestes três vizinhos, o maior aumento foi na Bolívia, com 53% sobre 2009.

Fonte: Folha.com


sábado, 9 de janeiro de 2010

Chuvas, enchentes e descaso com a Natureza


Tragédia em São Luiz do Paraitinga SP, entre várias perdas estão a história da cidade.


A temporada de chuvas ainda nem terminou mas o saldo de destruição e mortes é alto. A tragédia foi, é, e para sempre será anunciada. Não é de hoje que alarmes são soados, avisando sobre o alto preço que estamos pagando por estarmos destruindo nosso planeta, criando armadilhas para nós mesmos.

É muito triste ler nos jornais, nas revistas ou ver na televisão noticias sobre essas tragédias que assolam nosso país. Mas então, a culpa é de quem? Da chuva? Não totalmente. A chuva sempre existiu, é um ciclo natural. Acontece que modificamos esse ciclo, hoje em dia chove muito em pouco tempo, não existe tempo para assimilação natural das águas pelo impermeabilizado solo ou pelos assoreados rios, uma parcela enorme da chuva não tem mais para onde ir senão o leito dos rios. As cidades, os pastos, as plantações, não seguram água. Serão cada vez mais frequentes inundações históricas por todo o país, a tendência é que os números da destruição cresçam cada vez mais, pois, a mentalidade do ser humano não mudou e dificilmente mudará. Pode ser que uma mudança esteja acontecendo, mas é muito lentamente, é quase imperceptível.

Estamos diante de uma situação grave. Muitas vezes pensamos que aquilo nunca acontecerá conosco, que estamos distantes do problema. Mas a natureza não tem limites, ela tentará o equilibrio, onde quer que necessite. Assim que a temporada de chuvas passar, o assunto será esquecido tão rapidamente quanto uma avalanche de escombros que desce por morros com bases comprometidas por construções. A vida voltará ao normal, exceto para aqueles que perderam casas, carros, vidas, histórias de vida, familias inteiras na tragédia, amigos, esperança. Infelizmente, nos próximos anos teremos a repetição de tragédias, a comoção nacional, a revolta e depois o esquecimento, até a próxima chuva.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Frustação em Copenhague



Todos os países aceitaram trabalhar para não permitir que a temperatura média global aumente mais do que 2ºC até o final do século. O problema é que o texto final não tem caráter jurídico, como queriam muitos emergentes. Segundo o acordo, cada país deverá apresentar, até o mês que vem, suas promessas de cortes de emissão de poluentes. As negociações devem continuar ao longo de 2010, para tentar um tratado que tenha força de lei e obrigue as nações a cortar emissões a partir de 2012, quando o Protocolo de Kyoto perder sua validade.

O acordo
TEMPERATURA GLOBAL
Não pode aumentar além de 2ºC, que é a posição mais conservadora adotada na COP15
- Não explica como a meta será respeitada. Fala apenas em “forte vontade política” de “combater urgentemente a mudança climática”
- Revisão do acordo marcada para 2016 poderia levar em consideração meta mais ambiciosa, de 1,6ºC
EMISSÕES DE CO2
“Cortes profundos são necessários”, diz o texto, que divide assim as responsabilidades:
- Países ricos – chegar a 2020 com redução entre 25% e 40% em relação ao emitido em 1990
- Países emergentes – ações de redução dependem das circunstâncias de cada país. Inventários de emissões deverão ser produzidos uma vez a cada dois anos nacionalmente, estando sujeitos a verificação internacional
FINANCIAMENTO
- Oferta de US$ 30 bilhões entre o ano que vem e 2012, e de aumentar progressivamente os fundos até chegar a US$ 100 bilhões por ano em 2020, para financiar adaptação e mitigação em países em desenvolvimento, em especial os mais vulneráveis
- Concordância em criar incentivos financeiros para projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd), que teria um “papel crucial” para diminuir emissões
- Criação de um Mecanismo de Tecnologia, com a responsabilidade de acelerar a transferência e a criação de tecnologias que ajudem os objetivos de adaptação e mitigação
O FUTURO
- O texto estabelece que o acordo será revisado até 2016, incluindo a possibilidade de buscar um aumento máximo da temperatura mais ambicioso, de 1,5ºC


O que está em jogo?

Ciclos de leitura: artigo de Leonardo Boff sobre as visões confrontantes dos que estão dentro e fora do #BellaCenter.http://migre.me/exfl


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Brasil - Desmatamento - CO² na Atmosfera



Embora tenha 45% da energia originada de fontes não-poluentes e da produção de biocombustíveis, o Brasil precisa de uma política pública eficaz contra o desmatamento para impedir o aumento das emissões de gás carbônico, que contribui para o agravamento do aquecimento global. Atualmente, o Brasil é o quinto emissor de gás carbônico do mundo, despejando cerca de um bilhão de toneladas por ano, segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia. As razões desse volume não estão nos veículos ou nas chaminés das fábricas.

Isso porque 75% das emissões do principal gás causador do efeito estufa são provocadas pelas derrubadas de árvores.

Puxadas pelo desmatamento da Amazônia e do Cerrado, as emissões de gases de efeito estufa no Brasil aumentaram 62% em 15 anos, entre 1990 e 2005, segundo o inventário oficial de emissões, cujos dados preliminares foram apresentados nesta quarta-feira (25) pelo ministro Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia).

"O aumento é muito inferior ao da Índia e da China: nesses países as emissões mais do que dobraram". Mas o percentual brasileiro é mais do que o dobro da média mundial de aumento do lançamento de gases responsáveis pelo aquecimento global, que foi de 28% no período.

Supera também, ainda que bem ligeiramente, a média do crescimento das emissões da parte não desenvolvida do planeta, de 61,3%.

O país lançou carbono na atmosfera num ritmo mais acelerado do que o crescimento da economia. No mesmo período de 15 anos, o PIB brasileiro cresceu 47,4%.

Tudo somado, o Brasil continua sendo o quinto maior poluidor do planeta, atrás de China (7,5 bilhões de toneladas), Estados Unidos (6 bilhões), União Europeia (4,6 bilhões) e Indonésia (2,3 bilhões).

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Metas de clima do Brasil para Copenhage


O único ponto definido até agora é o objetivo de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020. O Ministério do Meio Ambiente defende redução de 40% das emissões até 2020. Os ministérios da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores – encarregado da negociação diplomática – têm ressalvas a compromissos mais ousados sem que haja contrapartida à altura por parte dos países desenvolvidos.

Na conferência, os 192 países membros da ONU terão que chegar a um consenso sobre o novo acordo global para complementar o Protocolo de Kyoto pós-2012. A negociação – que está travada – é para ampliar metas obrigatórias para os países ricos, incluir os Estados Unidos no regime de controle de emissões de gases estufa e definir compromissos mais efetivos para grandes emissores em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta terça-feira (6) que o Brasil adote uma meta de acabar definitivamente com o desmatamento no país. Ele disse que isso não poderia ser feito “nem que o Brasil fosse careca”.

As declarações foram feitas em Estocolmo (Suécia), ao fim da reunião de cúpula Brasil-União Europeia (UE), que teve a questão climática entre os destaques. A reunião ocorre a dois meses da conferência de Copenhague (Dinamarca), em que os países devem chegar a um acordo sobre o clima.

– Eu acho que nem que o Brasil fosse careca poderia assumir o desmatamento zero, porque sempre vai ter alguém que vai cortar alguma coisa.

Hoje, a organização ambientalista Greenpeace fez um protesto em Estocolmo, para exigir que o país adote um compromisso mais ambicioso para a destruição das florestas – a ideia é ter desmatamento zero até 2015.


sábado, 3 de outubro de 2009

Tempo Louco ( isso não é terrorismo)


Santa Catarina - Brasileiros não conheciam essa dor

Katrina - Dor de um desastre

Verão frio, inverno quente, primavera se antecipando, outono quase não existe mais... é essa é a realidade mundial. Mudanças do clima. Sentimos na pele hoje o que poderia acontecer daqui a 200 anos mais ou menos, o homem está causando efeitos inversíveis na Terra, o que gera catástrofes, como chuvas torrenciais, furacões, tsunamis, desertificação de vários lugares do planeta, extinção de várias espécies e por ai vai....

O Brasil antes não convivia com esses problemas da força da natureza, mais uma prova que temos que fazer algo para remediar, pois a prevenção já foi a anos...

As principais manchetes nos jornais publicados hoje, não deixam margem a dúvidas.

O GLOBO:
ONU: clima aumentará a desigualdade no mundo. Países pobres sofrerão mais o impacto do aquecimento causado pelos ricos.

Folha de São Paulo: Mudanças climáticas vão afetar os mais pobres.

Já não restam dúvidas sobre o fato de que a ação predatória do homem sobre o meio ambiente, vai levar, num prazo muito curto, a catástrofes que redundarão em fome, morte e migrações em massa.
os mais pobres serão os mais afetados pela combinação das mudanças climáticas com a presença humana, dizem os cientistas do IPCC. De acordo com os pesquisadores, a escassez de água em regiões do planeta já secas e pobres, e o excesso dela em áreas sujeitas a inundações, vai por em risco 'muitos milhões de pessoas' até 2080.