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sábado, 5 de dezembro de 2009

Coruja Buraqueira


As corujinhas buraqueiras habitam campos e cerrado do Brasil Central, nidificam em cupinzeiros e buracos deixados por outros animais; em meio urbano não se intimidam, fazem seu ninho em locais altos também e o defendem. As corujas buraqueiras nesta época estão mais visíveis em áreas urbanas ou áreas mais preservadas... Ao que parece iniciam a preparação dos ninhos na primavera.
Com este olharzinho penetrante, não admira que sejam simbolo da Filosofia e da sabedoria e tão populares!

domingo, 4 de outubro de 2009

Veredas e sua importância



A
s veredas são um tipo de vegetação presente no Cerrado, com ocorrência em florestas de galeria e solos hidromórficos. Dentre as espécies estão o buritis (Mauritia flexuosa), palmeira, espécies herbácias campestres. As veredas existem nos estados de Minas Gerais, Bahia e região Centro-Oeste.É um espaço brejoso com nascentes de cursos d´água em solos hidromórficos, onde o lençol freático aflora na superfície. As veredas existentes no sudeste de Goiás são responsáveis pela existência de vasta malha hídrica.As veredas são importante subsistema do Cerrado, possui importância ecológica, paisagístico e social. É refúgio de fauna e flora pelas nascentes d´água. As fontes hídricas do Planalto Central do país abastecem três bacias hidrográfica do Brasil.Vereda serve de caminho para várias espécies, tanto que a palavra “vereda” significa caminho, estrada, senda. É uma palavra feminina do masculino “veredus”, que significava o cavalo que servia ao mensageiro.


O sertão é do tamanho do mundo.

Sertão é dentro da gente.

O sertão é sem lugar.

O sertão não tem janelas, nem portas. E a regra é assim: ou o senhor bendito governa o sertão, ou o sertão maldito vos governa.

O sertão não chama ninguém às claras; mais, porém, se esconde e acena.

O sertão é uma espera enorme.

Sertão: quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando ares com pendurado pé, com o olhar remedindo a alegria e as misérias todas.

João Guimarães Rosa

domingo, 13 de setembro de 2009

Dia do Cerrado- Não temos muito o que comemorar!


Em 11 de setembro não há muito que comemorar. Estudos recentes apontaram que o bioma Cerrado está perdendo sua área de forma tão rápida que, já em 2030, estaremos com remanescente de cobertura vegetal nativa similar ao da Mata Atlântica, ou seja, com menos de 10% da cobertura vegetal original. Essa redução da área total de Cerrado deve-se a urbanização e a expansão da fronteira agrícola, principalmente, para produção de grãos. Como conseqüência, diversas espécies da fauna e flora silvestres desaparecerão; muitas nascentes e áreas alagadas serão suprimidas e assoreadas, reduzindo a disponibilidade de água para os diversos usos; parte dos solos será erodida e desertificado; haverá alteração no clima regional; os demais biomas brasileiros interligados ao Cerrado sofrerão impactos negativos por terem nele estabelecidas as nascentes de parte de suas redes de drenagem natural.


O Cerrado abrange área superior aos 2 milhões de quilômetros quadrados e se estende de forma contínua pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão, Rondônia e Distrito Federal, ou seja, está distribuída, principalmente, no Planalto Central Brasileiro. Abriga 10 mil espécies de plantas, nas suas diferentes fisionomias vegetais: Matas de Galeria, Matas Ciliares, Matas Mesofíticas, Cerradão, Veredas, Cerrados Típicos Densos e Ralos, Campos Cerrado, Rupestre, Limpo e Sujo. Sua vegetação típica é caracterizada pela presença de árvores tortuosas, de pequeno porte, cascas espessas e folhas grossas, adaptadas à deficiência de água e à ocorrência de incêndios periódicos. É reconhecido como a savana mais rica do planeta em biodiversidade, apresentando mais de 4.400 endêmicas (exclusivas). Sua fauna apresenta 837 espécies de aves; 195 de mamíferos, abrangendo 161 espécies e dezenove endêmicas; 150 espécies de anfíbios, das quais 45 endêmicas; 120 espécies de répteis, das quais 45 endêmicas. Apenas no Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 espécies de abelhas e vespas. Ainda, apresenta-se como elemento de importância estratégica, pois nele nasce a maioria dos grandes rios que abastecem as bacias hidrográficas Paraná/Prata, Amazonas/Tocantins e São Francisco.

Até a década de 1950, os Cerrados mantiveram-se quase inalterados. A partir da década de 1960, com a interiorização da capital e a abertura de uma nova rede rodoviária, os ecossistemas deram lugar à pecuária e à agricultura extensiva, como soja, arroz e trigo. Tais mudanças se apoiaram na implantação de infra-estruturas viárias e energéticas, bem como na descoberta de novas vocações desses solos regionais, permitindo atividades agrárias, em detrimento de uma biodiversidade até então pouco alterada.

Durante as décadas de 70 e 80 houve o deslocamento da fronteira agrícola, com base em desmatamentos, queimadas, uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, que resultou na modificação de 67% das áreas de Cerrado, apresentando voçorocas, assoreamento e envenenamento de ecossistemas. Restam apenas 20% de área preservada.

A partir da década de 1990, governos e diversos setores organizados da sociedade debatem como conservar o que restou do Cerrado, com a finalidade de buscar tecnologias embasadas no uso adequado dos recursos hídricos, na extração de produtos vegetais nativos, nos criadouros de animais silvestres, no ecoturismo e outras iniciativas que possibilitem um modelo de desenvolvimento sustentável e justo.


Nas últimas décadas a expansão das atividades agrícolas tem provocado degradação ambiental no ecossistema, atingindo bacias hidrográficas, exploradas até à exaustão para irrigação de grandes plantações. O uso indiscriminado de agrotóxicos é ameaça ao solo e às águas. Atualmente cerca de 70% do Cerrado são utilizados para agropecuária principalmente para o cultivo de soja. No caso de regiões onde ocorreu desmatamento, para permitir a expansão da agricultura, a recuperação exige a intervenção humana, ou seja, o replantio de espécies nativas do cerrado. Para recuperar totalmente essas áreas a estimativa é de 50 a 100 anos.

Para preservar e proteger os remanescentes de Cerrado, o Poder Público tem criado Unidades de Conservação, como: o Parque Nacional das Emas (131.832 ha), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (84.000 ha), o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (33.000 ha), o Parque Nacional da Serra da Canastra (71.525 ha), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60.000 ha) e o Parque Nacional de Brasília (28.000 ha). Contudo, essas áreas ainda totalizam um percentual pequeno desse bioma, tornando-se necessária a criação de outras unidades e a ampliação das existentes, bem como a manutenção de corredores ecológicos entre essas unidades e entre o Cerrado e os demais biomas brasileiros.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Piriquitão - Maracanã do Buriti


Não podia deixar de postar minha admiração por essas aves tão lindas e majestosas. Espécie ameaçada de extinção, mereçe um cantinho sobre elas aqui no meu blog.

O periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalmus) vive em bandos grandes, compostos de 30 a 40 aves ou mais e dormem coletivamente. em variados lugares. Os casais, no entanto, nidificam isoladamente em ocos de pau, paredões de pedra, e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Mantém-se discretos quando nidificam em habitações, chegando e saindo do ninho silenciosamente e esperando pousados em árvores até que possam voar para o ninho sem serem percebidos. Como a maior parte dos psitacídeos, não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação.

Ocorrência: Cerrado

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fauna do Cerrado


A fauna do Cerrado é uma das mais ricas do Brasil e do mundo. Quem olha para o Cerrado aparentemente não visualiza muitas riquezas. Por ser um bioma peculiar e de rara beleza, esconde-se muitas vezes suas preciosidades. Um animal que está em processo de extinção é o Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus).


Nome vulgar: LOBO GUARÁClasse: MammaliaOrdem: CarnivoraFamília: CanidaeNome científico: Chrysocyon brachyurusNome inglês: Maned Wolf Nomes na Argentina: Aguarú guazú, Lobo de crin, zorro potrillero, zorro grande, zorro de chaco. Nomes Indíginas: Gueken, guelken, huika(tehuelche septentrional). Indios Kamaiuras (alto rio Xingu)o auratsim. Tupí-guaraní: guará

Nome na Bolívia: Boroche

Distribuição: Centro-Oeste do Brasil, Paraguai, Leste da Bolívia e Norte da Argentina

Habitat: Campos

Hábito: Crepuscular/noturno

Comportamento: Solitário

Longevidade: 13 anos

Maturidade: Após 3 anos

Época reprodutiva: Julho a Agosto

Gestação: 62 a 66 dias

Nº de filhotes: 02 a 05Nº de crias:

01Peso adulto: 30 Kg

Peso filhote: 350 g

Alimentação na natureza: Pequenas cutias, pacas, aves, répteis, frutas (fruta-do-lobo), mel, cana-de-açucar, peixes, moluscos e insetos.Alimentação em cativeiro: Frutas, carne, ovos e alimento vivo.

Causas da extinção: Caça e destruição do habitat. Esse canídeo grande e de aspecto elegante é encontrado na América do Sul. Parece mais uma raposa do que um lobo, devido às suas pernas longas e finas. À noite, eles ficam debaixo as árvores, como que esperando que as frutas caiam. Solitários , els se juntam no máximo aos pares. Mas seus gritos são ouvidos a grandes distâncias. E é por causa dos som dos seus uivos - interpretado pelos indígibnas como "Gua-á, gua-á" - que o Chrysocion brachyururs,espécie única do gênero, é chamado no Brasil de Lobo-guará. É o maior canídeo da América do Sul. Sua altura nas espáduas, chega a 87 cm; o peso é superior a 20 kg. A parte inferior das pernas, a extremidade da cauda e o focinho do guará são negros. O corpo é coberto de pêlos cor de ferrugem, e os pêlos dorsais, atrás da cabeça, ficam em pé quando o animal está excitado. O comprimento incomum das pernas facilita a tarefa de subir morros. Velóz e ágil, o guará salta longe para apanhar a presa e consegue localizá-la de longe graças à sua altura. Como as pernas dianteiras são um pouco mais curta que as traseiras, subir pode ser fácil, mas descer é mais difícil. Por esse motivo, os caçadores procuram fazer com que o guará se dirija a terrenos desiguais. Sua observação torna-se difícil por se tratar de um animal solitário e noturno. Selvagem e medroso, o guará evita lugares mais habitados e raramente ataca carneiros ou cabras dispersos no mato mas chega a capeturar galinhas junto às casas isoladas. O guará é um animal pouco agressivo. As lutas entre os machos são raras e já se verificaram casos em que eles saem em socorro de um companheiro atacado. Quando dois individuos se encontram, mostram se ameaçadores, mas tentam evitar a briga, se chegarem a lutar, aquele que ficca em desvantagem acaba fugindo para não ser ferido. Reúnem-se em casais apenas durante o período de reprodução, quando a fêmea convida o macho para o acasalamento um uma série de movimentos do corpo. A época do cio ocorre entre outrubro e março, exceto entre as fêmeas jovens, que podem ter filhos assim que atingem a maturidade, mesmo no meio do ano. O macho faz corte assídua à fêmea. A gestação dura cerca de 65 dias e os filhotes, em número de 2 a 5, exibem um colorido conzento negrusco ao nascer